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Resenha: O Começo do Adeus – Anne Tyler

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Título: O Começo do Adeus

Autora: Anne Tyler

Editora: Novo Conceito

Ano de lançamento: 2012

N° de páginas: 206

3

Sinopse: Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.

RESENHA_

Bem, antes de começar gostaria de fazer uma pergunta a você que está lendo isso, o que você faria se a pessoa que você mais ama nesse mundo te deixasse de uma hora para outra? Demore o tempo que achar necessário, eu espero.

Conseguiu responder? Caso tenha não lhe recomendo seguir a leitura, caso não tenha seja bem vindo.

O Começo do Adeus é uma busca para a resposta da pergunta que fiz ao iniciar esse texto, durante toda a leitura senti que era buscada uma forma de superar a dor de perder alguém que amamos muito. Anne Tyler nos leva a refletir sobre como a vida é frágil e se estamos a aproveitando da melhor forma possível, afinal nunca sabemos o que pode acontecer.

Embora a premissa seja de um livro de auto ajuda eu não senti o apelo que livros de auto ajuda tem, foi quase o contrário disso, Aaron sofreu um grande trauma perdendo Dorothy, mas isso não fez o mundo dele parar, ele sabia que precisava seguir e foi seguindo, com grande dor, mas continuou seguindo e nesse ponto é quebrado o estigma de que se entregar a dor é a resposta para o problema, Aaron teve seu luto, mas ele seguiu adiante e vivendo um dia de cada vez foi aprendendo a superar o trauma dele. Mas para que ele conseguisse superar ele contou com a ajuda do espírito de Dorothy que em momentos aleatórios passou a visitá-lo.

“Ela era única entre as mulheres. Não havia ninguém como ela. Meu Deus, ela deixou um enorme vazio! Eu me senti como se tivesse sido apagado, como se tivesse sido rasgado em dois”. Página, 19.

 

O livro apresenta algumas falhas e em alguns pontos a leitura é confusa, mas de forma geral gostei da ideia do livro, ele me levou a refletir sobre o significado da vida e da morte e ele foge completamente dos clichês de livros relacionados a esse assunto, Dorothy não é o fantasminha camarada, ela não é o espírito que veio assombrar, ela é apenas Dorothy e isso é genial, quebra padrões pré-estabelecidos sobre isso, por isso a Tyler merece os parabéns, pois ela conseguiu criar algo diferente dentro de um tema já tão explorado.

De forma geral gostei bastante do livro e estou enfrentando grande dificuldade para separar o que pode ou não ser um spoiler, então prefiro não dar grandes detalhes sobre o livro e abordar mais o que é a obra e não como ela foi feita, por isso peço perdão se as coisas soarem artificiais.

Pessoalmente recomendo a leitura para aqueles que passaram por um trauma recente, creio que ela faz mais sentido para esse tipo de leitor, um leitor ‘normal’ pode não conseguir entender toda a complexidade da história, como foi meu caso, mas recomendo a obra, é uma boa leitura e pode ser feita em torno de um dia.

Um ponto que gostaria de ressaltar é o mau trabalho que foi feito com a capa, embora ela seja bonita, ela não tem ligação alguma com a história e pela pesquisa que andei fazendo nenhuma das capas do livro me pareceu ter ligação e isso me fez pensar sobre ter perdido algum detalhe da obra e por isso não ter conseguido fazer as conexões –q.

Antes que a coisa comece a ficar chata começo a dizer adeus (pode rir, o trocadilho é bobo, mas eu sei que foi engraçado).

Alguém já leu? Pretende ler? É isso pessoal, até breve \\õ .

Beijão,

thalita_oliveira

Jaira Costa

Jaira Costa

Apaixonada por livros, ama música, chocólatra, viciada em séries. Calada, hiperativa, sincera, cheia de idéias na cabeça e com pouco tempo pra colocar elas no papel. Publicitária, futura escritora (escrevendo pra chegar ser uma de verdade). O resto você descobre aqui no blog.

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8 Comments

  1. novembro 8, 2013 at 5:33 pm — Responder

    Hey! Bom… Ainda nao li esse livro, e nao sei se pretendo ler. Nunca perdi alguém importante, então acho que, como vc disse, nao poderia compreender muito bem o livro. Talvez no futuro. Amei a resenha, bjos.

  2. novembro 8, 2013 at 10:28 pm — Responder

    Gostei do fato de o espírito da Dorothy ser apenas ela mesma e ajudar o Aaron a superar a sua perda.
    Acho que não é o momento certo para eu ler o livro e apreender toda a sua complexidade, mas quem sabe mais futuramente?
    A capa realmente não transmite aquilo que vc escreveu na resenha, mas tbm não é feia.

  3. novembro 8, 2013 at 10:29 pm — Responder

    ei não li esse livro, achei a capa de meio sem graça e como vc disse não tem muito haver com a história, não perdi ninguém assim, que ame muito, e imagino que deve ser muito triste.

    bjisss

  4. novembro 8, 2013 at 11:38 pm — Responder

    Ola Thalita!
    Ainda não li esse livro e, sinceramente, não tenho a mínima vontade de lê-lo!
    Não gosto de livros que parecem ser de auto-ajuda, e muito menos que narram demais um trauma, ou coisa parecida.
    Mas adorei a sua resenha!
    Beijos,
    Ana M.
    http://addictiononbooks.blogspot.com/

  5. novembro 9, 2013 at 2:31 am — Responder

    Não sei porque mas esse livro me faz lembrar daquelas obras que vivo fugindo.
    São daquele tipo de narração que é tensa, sabe? Não sei o porquê, porém sempre fico inquieta com livros desse patamar. Traumas sentimentais são difíceis de lidar e eu sou terrível para ler isso. Não me adéquo, simples assim ;(

  6. novembro 9, 2013 at 11:12 am — Responder

    Olá!

    É muito difícil perder uma pessoa que amamos, nunca estamos preparados. Temos que ter nosso tempo de luto, naquele que choramos feito doido, é necessário!
    Mesmo parecendo de auto ajuda e eu não gosto desse tipo de leitura, daria uma chance.

    Beijinhos

    As Leituras da Mila

  7. novembro 12, 2013 at 2:53 am — Responder

    Gostei da resenha, mas não achei o livro muito interessante, fiquei com a impressão de livro que se pega para ler quando está sem nenhum outro sabe? Não pretendo ler.
    Beijos

  8. novembro 13, 2013 at 7:53 pm — Responder

    Tenho muita curiosidade em ler esse livro, acho que pelo tema de perda, deve ser uma leitura emocionante só o titulo já nos dá essa impressão. E esta capa é simples mas linda!

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