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Resenha: Tudo aquilo que nunca foi dito.




Título: Tudo aquilo que nunca foi dito

Autor: Marc Levy
Editora: Suma de Letras
N° de páginas: 239
Ano de lançamento: 2011








Sinopse: Com mais de 23 milhões de livros vendidos e traduzidos em 42 línguas, o autor francês mais lido no mundo, Marc Levy, volta a cativar os leitores em seu oitavo livro. Em Tudo Aquilo Que Nunca Foi Dito, Marc Levy aborda a relação conflituosa entre um pai e uma filha. Poucos dias antes do seu casamento, Julia recebe um telefonema do secretário de seu pai. Como ela já tinha previsto, Anthony Walsh – empresário brilhante, mas pai distante – não poderá comparecer à cerimônia. A ausência de seu pai em momentos importantes de sua vida da filha não é novidade para Julia. Mas pela primeira vez, a personagem tem que reconhecer que ele tem uma boa desculpa: Anthony Walsh morreu. A ironia amarga da situação, com Julia forçada a adiar o casamento para enterrar o pai, faz aquela parecer mais uma das peças pregadas pelo destino na difícil relação entre os dois. Mas, no dia seguinte ao funeral, ela descobre, na forma de um enorme pacote deixado na porta de sua casa, que aquela não tinha sido a última surpresa de seu pai – e parte na viagem mais extraordinária de sua vida, uma oportunidade para que os dois digam um ao outro, enfim, tudo aquilo que nunca foi dito.

 

Creio que a melhor forma para começar essa resenha seja fazendo uma pergunta, o que você faria se tivesse a oportunidade de passar uma semana com uma pessoa que te magoou muito, mas agora deseja te pedir desculpas?
Durante as 239 páginas de Tudo aquilo que nunca foi dito conhecemos a resposta de Julia Walsh para essa pergunta. Ela aceitou passar uma semana revivendo o seu passado em uma aventura totalmente surpreende ao lado do seu pai.
Dizer que Anthony Walsh foi um pai ausente não é suficiente para expressar o que ele fez, a vida inteira Julia viveu longe de seu pai, o vendo tão poucas vezes que parecia que ele não existia em sua vida. E isso fez com que a relação entre eles se tornasse bastante amarga, beirando a insensibilidade por ambas as partes.
Marc Levy nos faz caminhar rumo a um passado cheio de tristezas e questões mal resolvidas, reviver dores passadas tudo com o intuito de curar as feridas passadas e acertar a situação entre eles.
Esse é um livro realmente difícil de resenhar, pois a forma como tudo acontece torna o livro não apenas uma sequência de fatos, mas sim um conjunto de sentimentos.
Tudo aquilo que nunca foi dito trata de amor, amor entre pai e filha, amor entre homem e mulher, amor entre amigos, o amor nas suas mais diversas formas.

Nunca vou esquecer o maravilhoso rosto que a vida me ofereceu num fim de tarde de novembro quando, com a esperança de volta, eu escalei o muro e caí nos seus braços, eu que vinha do Leste e você do Oeste.
Você é e continuará sendo, na minha memória, a coisa mais bonita que já me aconteceu. Me dou conta do quanto te amo escrevendo essas palavras.Até breve, espero. De qualquer maneira, você está comigo e vai sempre estar. Em algum lugar, sei que você está respirando e, para mim, isso já é muito.

 

A história que inicialmente deveria tratar apenas dos problemas entre Anthony e Julia entra em uma outra parte da vida de Julia, sua vida amorosa. Ela estava a ponto de se casar com Adam, mas durante a viagem ela descobre fatos sobre o seu passado e tem que decidir entre continuar com o presente ou então entrar em mais uma aventura em busca de outro amor.
Eu gostei bastante da história, mas em alguns pontos fiquei um tanto decepcionada. Mas no geral a história é muito boa. O Levy soube misturar perfeitamente elementos de humor, drama e romance. De forma que a história te prende do começo ao fim, você não consegue desgrudar das páginas, quer sempre saber um pouco mais sobre o que está acontecendo e vai indo, indo, indo até que chega a última página e fica se perguntando ‘Nossa porque acabou tão rápido?’
Recomendo a história para todos aqueles que buscam uma lição de vida, apesar de todas as vertentes que o livro toma a principal é tentar mostrar que nunca é tarde para mudar.

Por hoje é isso pessoal, gostaram da dica? Torço para que sim. Já leram o livro? 

Beijos, 
Tha.
Jaira Costa

Jaira Costa

Apaixonada por livros, ama música, chocólatra, viciada em séries. Calada, hiperativa, sincera, cheia de idéias na cabeça e com pouco tempo pra colocar elas no papel. Publicitária, futura escritora (escrevendo pra chegar ser uma de verdade). O resto você descobre aqui no blog.

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14 Comments

  1. novembro 14, 2012 at 1:30 pm — Responder

    É a segunda resenha que leio desse livro e as duas foram positivas, 🙂

    Gosto de tramas que envolvem dramas familiares e nos levam a refletir sobre várias questões.

    Bom feriado e bjo!

  2. novembro 14, 2012 at 2:13 pm — Responder

    Uaaaaau.
    Jaira, to começando a achar que o Marc vai entrar para minha lista de queridinhos, junto com o tio Nick. :O

    Ainda não li nada dele, mas só vejo comentários positivos e emocionantes.

  3. novembro 15, 2012 at 2:58 pm — Responder

    Ainda vou ler, mas já estou mega curiosa pra ver como esse livro é. Parece que vale a pena.

  4. novembro 15, 2012 at 7:36 pm — Responder

    Estou super curiosa para ler algo do Marc Levy, e acabei comprando esse livro em uma promoção da Ricardo Eletro por 11 reais. Ainda não peguei para ler, primeiro porque tem alguns outros livros na fila antes dele, e tbm porque como a Julia tbm tive (e ainda tenho) muitos problemas com o meu pai, então estou adiando essa leitura pois sei que vou chorar horrores.

  5. novembro 15, 2012 at 10:51 pm — Responder

    Nossa não fazia ideia de que história peria ser tão legal embora tenha um começo triste acho que o resto foi muito legal ! Vou botar esse livro na minha lista de desejos kk parabens pela resenha mana !

  6. novembro 17, 2012 at 1:51 am — Responder

    Nossa, parece ser muito bom. Fiquei interessada e curiosa para ler. Não conhecia o livro, mas já está em minha lista de desejados porque adoro dramas familiares rs.

  7. novembro 20, 2012 at 7:18 pm — Responder

    Já tinha lido uma resenha do livro há um tempo, mas não lembrava exatamente nada do livro, apenas que queria lê-lo. Não gosto quando uma sinopse tenta ganhar o leitor impressionando eles com os números, cara, isso não é legal, mas enfim. Tudo aquilo que nunca foi dito é um livro para se ler aos poucos e no momento certo, se não ler na hora da vibe certa o livro não funciona.

    http://sobreimportancias.wordpress.com/

  8. novembro 21, 2012 at 7:40 pm — Responder

    Ah esse é um dos livros que quero mto ler, mas ainda não tenho ele =/, gostei mto da resenha.

    BjOs!!!

  9. novembro 25, 2012 at 12:59 am — Responder

    Adoro os livros do autor ele é genial tomara que esse seja tão bom quantos os outros…
    xoxo

  10. novembro 25, 2012 at 2:46 am — Responder

    Eu ainda não tinha visto nenhuma resenha desse livro, para falar a verdade eu ainda não conhecia o livro, mas depois que li sua resenha, com certeza ele vai para a minha lista de proximas leituras. Parece ser bem interessante.

  11. novembro 26, 2012 at 1:48 am — Responder

    Parece legalzinho, mas nao faz muito meu tipo de livro.

    E eu certamente nao aceitaria passar uma semana com meu pai, se fosse ela! IAUSIAUSHIAUHS

    =**

  12. novembro 26, 2012 at 2:30 pm — Responder

    Ao ver essa capa, que achei maravilhosa, e ler a sinopse bastante interessante passei a pesquisar resenhas nos blogs aos quais tenho afinidade antes de adquiri-lo. O livro tem aqueles verdadeiros amores que vale a pena conferir!!!
    Eu amei.
    Você falou tudo nessa resenha!

  13. novembro 28, 2012 at 12:09 am — Responder

    Que resenha linda! Quero muito ler esse livro!!

  14. novembro 30, 2012 at 12:11 pm — Responder

    Essa história me fez ficar emocionada só de ler a sinopse, e bem por isso acho que não leria esse livro agora, é tudo muito triste. E pensando da pergunta com a qual você inicia a resenha, bem eu me recusaria, porque seria tudo tão triste. Não gosto nem de imaginar.
    Bem a resenha ficou muito boa, bastante clara e bem escrita.
    Valeu a dica, o livro é lindo.

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